Resumo Cronológico do Sistema de Transporte Urbano em Salvador
História dos Transportes da Cidade de Salvador até a década de 90
Os primeiros registros da mobilidade veicular através de transporte público em Salvador e no Estado da Bahia noticiam as formas mais primitivas de condução, a exemplo das canoas de junco feitas pelos índios das tribos aqui existentes, Apacés, Tupinambás e Tupinambaranas. A Baía de Todos os Santos fora o palco de circulação de pessoas e mercadorias por todo o tempo para todas as direções.
A Cidade de Salvador sempre produziu embarcações. No Século XVII, chegou a ter uma importante base naval, período que mantinha relações muito próximas com Angola. Nesta época, já circulavam as “Cadeirinhas de Arruar” e veículos auxiliares para transporte de enfermos em padiolas, féretros em bangüês, mercadorias em traquitanas.
No Século XVIII foram construídos três guindastes com propulsão humana; o “dos Padres” o mais famoso de todos, localizado nos fundos da Catedral Basílica, o guindaste “não identificado” localizado proximamente onde mais tarde foi instalado o Elevador Lacerda, e “dos Beneditinos” localizado próximo ao sopé da Ladeira da Preguiça no que hoje é conhecido como Rocinha dos Marinheiros até a proximidade da cumeada da Ladeira da Conceição e uma das extremidades da Ladeira do Sodré.
Em 4 de Outubro de 1819 foi inaugurada a Linha Regular de navios a vapor “Salvador –Cachoeira” cuja travessia se dava pela Baía de Todos os Santos e cabotagem pelo Rio Paraguassú. O proprietário deste navio, Felisberto Caldeira Brandt Pontes, era associado a uma firma inglesa. Pode-se afirmar que esta é a “Primeira Linha Regular de Transporte de Passageiros e Cargas com Navios de Propulsão a Vapor”.
Em 1847 foi instituída a Companhia Bomfim de Navegação, com quatro navios, a Primeira Linha Urbana de Salvador e uma das primeiras do País.
No ano de 1897 foi inaugurada a Primeira Linha de Bondes Elétricos do Norte, Nordeste, Centro Oeste, Sul e Sudeste do País e a segunda do Brasil pela “Companhia Carris Elétricos-CCE” ligando Ribeira de Itapagipe até a Praça Conde dos Arcos, inicialmente com uma frota de 18 unidades autopropulssoras e 18 reboques, além de carros de cargas e de serviços especiais.
O Estado da Bahia virou o século com seis estradas de ferro, todas particulares, e que funcionaram como o único acesso para o interior baiano.
O século XX
A partir de 1904 os automóveis começaram a ser adquiridos com maior freqüência. A Companhia Carris Elétricos teve declínio operacional em 1908, a “Bahia Tramway Light and Power” se interessou em adquirí-la e a Cidade Baixa passou a ter nova operadora de bondes elétricos. Em 25 de dezembro de 1905 foi inaugurada a primeira linha de bondes elétricos da Cidade Alta, ligando o Terreiro de Jesus ao Rio Vermelho.
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